Coluna da sexóloga Laura Ferreira
SUA
SEXUALIDADE - A QUEM INTERESSA?
É
importante reconhecer que a sexualidade se manifesta de
diversas formas no cotidiano das pessoas, e que depende
do momento histórico e da sociedade em questão.
O
organismo e seu funcionamento são apenas um suporte
para o exercício da sexualidade. O grande acontecimento
é o encontro de cada um com a possibilidade da prática
responsável de sua sexualidade. E isso não
acontece sem angústias e dificuldades.
É
preciso fazer ajustes por dentro e por fora em relação
ao mundo em que vive. Afinal, torna-se imprescindível
perceber a linguagem do corpo que aflora, sinalizando uma
energia que precisa ser canalizada em tempo, para apresentar
ao indivíduo os limites da sensação
e noção de estima e respeito pelo seu corpo
sexuado.
É
fundamental desmistificar a sexualidade; homem ou mulher,
assinalando a importância da amizade e respeito ao
próximo, mostrando-se os aspectos saudáveis
dos relacionamentos, à medida que o sexo passe a
se vincular a compromisso e envolvimento afetivo, e não
mais um instinto compulsivo como se atribuiu ao gênero
masculino por muito tempo, onde as vivências sexuais
estavam atreladas a raízes mais culturais que biológicas,
extravasando a relação sexualidade-agressividade
para minimizar assim a violência.
“As
palavras conquistam, os exemplos arrastam...” Como
em todos os aspectos da vida, aprende-se muito mais observando
e copiando, do que obtendo informações de
manuais ou outras fontes. Conseqüentemente a adequada
educação sexual dos filhos depende fundamentalmente
da superação por parte dos pais, dos tabus
em que cercam o comportamento humano, bem como do grau de
ignorância que os próprios adultos têm
de muitos aspectos de sua sexualidade.
Conhecer
a própria sexualidade não é tarefa
fácil, mas pressupõe a elaboração
de novos valores e de novos saberes para desvendar um caminho,
ainda que desconhecido, mas surpreendentemente prazeroso.
Um
grande abraço. Até a próxima
Laura
Ferreira