Coluna da sexóloga Laura Ferreira
A
valorização da família
Por
Laura Ferreira
A
família é uma criação
divina. Deus em tudo pensou para a satisfação
plena da humanidade. Uma família harmoniosa
em que há amor e respeito entre os
membros, alegra o coração de
Deus.
Mas, o que está acontecendo com as famílias?
Primeiro vamos tentar entender como deve ser uma família, e não
estou me prendendo àquela família convencional: pai, mãe,
filhos somente, mas, às pessoas que estão vivendo sob o mesmo
teto; em que muitas vezes faltam os pais, e assumem os avós, e às
vezes os tios... enfim, não dependem do laço parental, mas
dos sentimentos de uns com os outros. Família precisa ter objetivos
fundamentais em comum, o bem-estar de cada um e a harmonia de todos. Vamos
então compará-la a uma orquestra: vários instrumentos
(pessoas) sendo afinados (ajustados) para tocar uma mesma canção
(vida). O que pode acontecer se os instrumentos resolverem tocar sem afinações,
ou se um resolver tocar uma canção e o outro tocar outra?
Assim deve ser analisada a família. São pessoas diferentes,
mas que precisam ter os mesmos propósitos para serem felizes. E
a base de tudo, é o diálogo. Precisamos reconhecer as fraquezas
e/ou dificuldades do outro – não para inferiorizá-lo – mas
para encorajá-lo a se tornar uma pessoa melhor. E a melhor estratégia é reconhecer
os próprios medos e fraquezas... é se imaginar no lugar do
outro, e tentar entender o que passa e o que sente. Uma grande virtude
nessa hora é a paciência. É saber ouvir e controlar
a ansiedade para não interromper o ponto de vista do outro, pois
as pessoas ficam angustiadas quando não recebem a atenção
devida. Esse é um ponto importante para que possam se entender melhor:
pai/filho, marido/esposa, mãe/filha, etc.
Cada um de nós tem características particulares, que nem
sempre agradarão a outros: Tom de voz, pessimismo, pressa, descontrole
emocional, impaciência, deboche, autoritarismo, pieguice, irritabilidade,
mania de perfeição, e outros mais.
Cada um é cada um; e não se pode querer que o outro seja
como você. . Ninguém é igual a ninguém.
Cada um que compõe a família deve ter direitos e deveres,
e deve contribuir com suas possibilidades. Não é tarefa somente
do adulto cuidar das dependências da casa, as crianças podem
e devem ajudar nas tarefas mais leves. Muitas mães querem poupar
seus filhos das tarefas domésticas, não criando neles o apreço
por um ambiente limpo e organizado; ou então cria neles a idéia
de que não precisam aprender... e assim, são criados sem
hábitos e atitudes saudáveis. Os filhos precisam sim, ajudar!
Precisam ser prestativos! Assim se edifica uma família solidária.
Um lar em família pode ter divergências sobre algum assunto,
mas aprendem a conversar para respeitar as diferentes idéias.
Há ainda homens que não governam bem a própria casa;
deixam as coisas correrem de qualquer jeito. E se não há o
exemplo dentro de casa, a casa é dividida, e casa dividida contra
si mesma não subsiste. Quer maior tesouro para os filhos que o exemplo
de um pai digno e uma mãe fiel?
Em seu livro “Quem ama, educa”, o psiquiatra Içami Tiba
menciona que” Felicidade não depende do que nos falta, mas
do bom uso que fazemos do que temos”. E diz mais: O homem conquista
e defende um território, mas quem o transforma em lar é a
mulher. Para o homem, a casa é o “repouso do guerreiro”,
para a mulher que trabalha fora, é seu segundo emprego. A mãe
se sobrecarrega e o pai continua folgado. E com os novos arranjos familiares,
isso tem causado severos dissabores. Pontua ainda algumas diferenças
na cultura de gêneros: O pai é mais ligado na companheira
que nos filhos; e a mãe, muito mais ligada nos filhos que no companheiro.
Isso justifica o que vemos muitas vezes nas separações entre
os casais, onde o homem separado da mulher, praticamente abandona a família.
Geralmente nesses casos, ele fica com os bens materiais, entenda-se dinheiro;
e ela com os bens afetivos, entenda-se os filhos. E trava-se aí,
uma guerra de cobranças pessoais, em que os filhos se sentem desprezados,
pois as mágoas entre os pais são transferidas para eles (os
filhos); e mais: muitas vezes o pai não se dá conta de que
filho não se torna ex-filho, e sem se dar conta disso, passa a abandoná-lo
como faz com a ex-esposa.
E se cria a geração dos desprotegidos e carentes ou os superprotegidos
para compensar a ausência da figura do pai. E assim se dissolve a
família.
Mas Deus não nos fez com esse propósito e nos deixa vários
ensinamentos para que sejam seguidos verdadeiramente.
Uma família feliz é como um vaso onde está plantada
uma bela flor. Algumas famílias, no entanto, são como vasos
vazios. Outras têm apenas um torrão duro de barro dentro do
vaso. Outras ainda têm uma plantinha murcha ou seca. E em alguns
casos, o vaso pode ter caído e se quebrado. E é chegada a
hora de juntar os cacos e colar tudo novamente. A planta precisa ser replantada.
Cuidar, molhar, arrancar as ervas daninhas (as mágoas) e afofar
a terra. Deus tem amor e misericórdia para conosco, e está sempre
disposto a nos dar mais uma chance de reerguer a sua grande obra. Colocar-se
nas mãos de Deus exige de cada membro da família, um envolvimento
sério com Jesus, que espera de nós uma vida digna segundo
os seus propósitos.
Medite
em Salmo 127:1 “Se o Senhor não
edificar a casa, em vão trabalham
os que a edificam; Se o Senhor não
guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”.